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Cárie: como se forma, por que não dói no começo e como evitar

Prevenção3 min de leitura

Por Equipe Donto Odontologia · Vitória/ES

Balas coloridas espalhadas sobre fundo azul-claro

A cárie é a doença bucal mais comum do mundo e é totalmente evitável. Entenda o processo, os fatores de risco que vão além do açúcar e os hábitos que realmente protegem.

Todo mundo sabe que açúcar dá cárie, mas poucos entendem como o processo acontece. E entender é o primeiro passo para evitá-la, porque a cárie não é um evento, é um processo lento, que pode ser interrompido e até revertido no início.

Como a cárie se forma

As bactérias da placa se alimentam dos açúcares e carboidratos que você consome e produzem ácidos. Esses ácidos dissolvem minerais do esmalte por cerca de 20 a 30 minutos após cada ingestão. A saliva, com ajuda do flúor, repõe esses minerais depois. O problema surge quando o ataque ácido é mais frequente do que a reparação: o esmalte perde mais do que recupera, forma-se uma mancha branca opaca (o primeiro sinal) e, se nada muda, ela vira uma cavidade.

Por que não dói no início

O esmalte não tem nervos. A cárie só começa a incomodar quando atinge a dentina, mais interna, causando sensibilidade a doce e frio. Quando a dor é espontânea e forte, a lesão já está perto da polpa e o tratamento passa de uma restauração simples para um canal. Por isso a consulta de rotina importa: ela encontra a cárie antes da dor.

Frequência importa mais do que quantidade

Comer uma barra de chocolate inteira de uma vez agride menos os dentes do que beliscar balas ao longo da tarde, porque cada contato com açúcar dispara um novo ataque ácido. Refrigerantes e sucos em goles espaçados, cafezinho adoçado várias vezes ao dia e petiscos constantes são grandes vilões. Amidos refinados como bolachas e pães também contam.

Fatores que aumentam o risco

  • Boca seca por medicamentos, respiração bucal ou pouca água.
  • Dentes com sulcos profundos, apinhados ou com aparelho, mais difíceis de limpar.
  • Gengiva retraída, que expõe a raiz, mais vulnerável que o esmalte.
  • Restaurações antigas com infiltração.
  • Refluxo e vômitos frequentes, que trazem ácido do estômago.

O que realmente protege

  1. 1Escovação com pasta fluoretada duas a três vezes ao dia, sem enxaguar demais depois.
  2. 2Fio dental diário: cáries entre os dentes são as mais comuns em adultos.
  3. 3Reduzir a frequência de açúcares: concentre doces nas refeições e beba água depois.
  4. 4Água como bebida padrão, no lugar de refrigerantes e sucos.
  5. 5Chiclete sem açúcar com xilitol após as refeições, quando não for possível escovar.
  6. 6Aplicação de flúor e selantes no consultório para quem tem risco elevado, incluindo crianças.

Na Donto avaliamos o seu risco de cárie individualmente e montamos um plano preventivo sob medida. Prevenir é sempre mais simples, mais barato e mais confortável do que tratar.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um cirurgião-dentista. Cada caso deve ser analisado individualmente. Foto: Polina Tankilevitch (Pexels).

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